Grêmio de Todos | TODO RESPEITO AO SÓCIO GREMISTA: ENTENDA PORQUE A IDEIA DE “OPOSIÇÃO” VENCEU, MAS NÃO LEVOU
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TODO RESPEITO AO SÓCIO GREMISTA: ENTENDA PORQUE A IDEIA DE “OPOSIÇÃO” VENCEU, MAS NÃO LEVOU

O Movimento Grêmio de Todos publica este balanço final sobre as eleições para o Conselho Deliberativo do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense com o objetivo de esclarecer aos “gremistas comuns” acerca dos bastidores da política interna do clube, bem como para demonstrar o entendimento do Movimento sobre o resultado eleitoral de 24 de setembro de 2022.

Como se sabe, no último sábado, 34.854 associados gremistas estavam aptos a votar, e 12.904 votaram, sendo a maioria pela internet (93%). Na prática, a eleição de 2022 engajou muito mais o associado do que a última eleição para o Conselho Deliberativo, a de 2019, que culminou com a aclamação do presidente Romildo Bolzan Jr., visto que aquela teve a participação de 32,70% dos sócios aptos, enquanto a deste ano teve a participação de 37,02% dos associados aptos a votar. É importante destacar que a recente eleição foi a terceira com maior índice de participação do associado gremista da História, ficando atrás somente das eleições históricas de 2012 (Koff x Odone) e de 2004 (ano da reabertura política).

É claro que a alta quantidade de chapas (8 chapas inscritas e homologadas) pode explicar tamanha participação, porém há algo maior do que isso. Pois, ainda que muitas narrativas queiram diminuir o peso da recente eleição, em verdade, tratou-se de uma eleição bastante simbólica na qual o associado gremista votou majoritariamente em chapas que afirmavam ser de “oposição” à atual direção e que eram justamente chapas sem liderança presidenciável.

Isso mesmo! Já que embora tenham sido eleitas as chapas que eram lideradas na lógica personalista dos presidenciáveis (chapa do Danrlei, chapa do Guerra e chapa do Odorico Roman), situação perfeitamente explicável pelo contexto de quase imposição midiática e pela demanda de grande parte da torcida por um novo presidente, outras três chapas que não foram eleitas, que não tinham presidenciáveis (ou que pelo menos não quiseram abrir seus nomes para não antecipar esse debate, respeitando o calendário eleitoral do Estatuto) e que, principalmente, afirmavam ser de oposição, enfim, essas outras três chapas foram juntas as mais votadas, haja vista que se a ideia de “oposição”, estivesse em única chapa ampla, diversa e plural, a mesma teria feito 23,42% dos votos e seria a mais votada no pleito. 

É claro também que a soma das demais chapas (abertamente ou discretamente) situacionistas resultaria em uma votação maior. No entanto, a situação no clube nunca esteve tão dividida, e até movimentos e chapas com cargos na direção fizeram questão de se afirmar na linha de oposição. Um cenário, portanto, que potencializava a chance de um chapa oposicionista, ampla e unificada ser a mais votada nas eleições do último sábado.

 

 

 

Por outro lado, é evidente que a política não é uma ciência exata. Não se pode pensar o cenário político como uma mera conta de matemática. Ao mesmo tempo, entretanto, sempre esteve claro para o Movimento Grêmio de Todos que somente uma chapa no formato de frente ampla de oposição seria capaz de fazer com que a ideia oposicionista ao status quo dominante (com maior ou menor intensidade) tivesse finalmente a densidade eleitoral necessária para iniciar uma grande mudança nos rumos do Grêmio. O nosso Movimento articulou nos bastidores para tanto e publicou uma carta em 15 de agosto fazendo esse alerta (leia aqui).

Todavia, como se percebeu nas eleições, a tão esperada unidade e amplitude da oposição não aconteceu. E por que não ocorreu? Porque, infelizmente, o maior “bloco” de movimentos críticos (e/ou “oposicionistas”), que dirigiu recentemente a “chapa 4”, negou essa construção ampla e resolveu manter sua própria autoconstrução iniciada em 2019, ignorando as mudanças do cenário e desprezando o surgimento de novas forças “oposicionistas” e/ou críticas à atual direção. 

Pior do que isso, estabeleceu-se uma estranha animosidade durante a campanha eleitoral (especialmente nas redes sociais) entre a referida chapa e a nossa chapa, a “Chapa 6 Grêmio de Todos – Oposição de Verdade“, algo que tem sido percebido desde a fundação do nosso Movimento com a reclamação infantil acerca do nosso nome por parte de lideranças daquele “bloco” de movimentos. 

Outras ações de divisionismo infantil também foram praticadas durante a campanha pela “chapa 4” como um pedido de retratação cumulado com um pedido de impugnação contra a nossa “Chapa 6“, no pior estilo de tentativa de censura, por um trecho bobo e irrelevante de uma fala de um dos nossos candidatos em entrevista para uma rádio identificada com o Grêmio, pedido esse que, por sorte, foi corretamente arquivado pela Comissão Eleitoral. 

Além disso, a nossa chapa, a “Chapa 6 Grêmio de Todos – Oposição de Verdade“, sofreu demasiadamente com a proliferação de fake news e com o covarde ataque de perfis falsos nas redes sociais, algo que certamente não ficará impune.

Lamentavelmente, assim, não apenas o nosso Movimento Grêmio de Todos, mas outros grupos profundamente críticos sobre os rumos do Imortal Tricolor, estarão sem conselheiros ou com um número reduzido desses no próximo triênio (2022-2025), sendo isso extremamente perigoso por conta da celeridade (sem grande debate) de temas como a SAF (Sociedade Anônima do Futebol) e como as entregas do Cristal (Escolinha do Grêmio) e do Estádio Olímpico Monumental, assuntos que têm avançado nos bastidores sem uma forte e pública resistência no Conselho Deliberativo.

De todo modo, temos humildade para reconhecer em autocrítica que o nosso Movimento negou uma aliança com o principal movimento impulsionador da “chapa 5”. Todavia, conforme já explicado respeitosamente para as lideranças desse movimento, e agora publicamente justificado para toda a torcida gremista, o nosso Movimento entendeu que era fundamental existir uma chapa de frente ampla de oposição, pois, do contrário, não teria sentido a formatação de uma aliança menor, visto que o próprio potencial de votos da Chapa do nosso Movimento seria diminuído por inúmeros fatores que seriam consequências da possível aliança.

Em poucas palavras, nós só tínhamos duas alternativas táticas: ou frente ampla de oposição (o que realmente tentamos exaustivamente), e que foi negado pelos maiores grupos que se afirmavam de “oposição”, ou uma Chapa pura com apoio e participação de sócios gremistas independentes, algo que acabou ocorrendo.

E apesar de todas as adversidades, apesar de todos os ataques covardes com proliferação de mentiras, inclusive com crimes de injúria racial e de injúria misógina, apesar de toda a perseguição política orquestrada pela direção do clube contra uma das nossas lideranças justamente na época da campanha eleitoral, enfim, apesar de tudo isso, a nossa “Chapa 6” fez uma campanha limpa e propositiva do começo ao fim, evitando conflitos diretos com quaisquer chapas, inclusive não protocolando possíveis pedidos de impugnações contra chapas que nos atacaram sistematicamente e que tínhamos bons motivos para impugnar. Fizemos isso porque mais do que mudar o Grêmio, queremos mudar a lógica política do clube. 

Queremos unir gremistas de diferentes visões em torno de um Projeto Estratégico de mudança dos rumos do Grêmio. Não queremos ser uma seita na qual todos pensam da mesma forma sobre tudo (ou quase tudo), nem queremos ser uma confraria que só se mantém pelas amizades. Nada disso! Nós queremos ser um Movimento massificado de gremistas comuns dispostos a servir ao Grêmio sem jamais cogitar se servir do Grêmio. Um Movimento plural formado por gremistas que pensam diferente sobre jogadores, escalações, treinadores etc., formado por gremistas que não possuem visões necessariamente iguais nem semelhantes na política extra Grêmio, mas que dentro do Grêmio, enfim, estão unidos em torno da causa por um Grêmio verdadeiramente de Todos.

Todo respeito ao sócio gremista! Que a ideia de “oposição” ao status quo da política gremista, algo mais profundo do que a ideia de oposição em si a uma eventual direção, aprenda com os erros desta última eleição! Que na próxima eleição, em 2025, sejamos muito mais do que 959 sócios gremistas, um número que é forte para um Movimento novo e que concorreu sozinho, mas um número que precisa aumentar. E que somente o Grêmio e suas urgentes mudanças sejam as razões principais das próximas articulações políticas de quem queira realmente mudar o clube que amamos!

 

VIVA O GRÊMIO!

Porto Alegre, 28 de setembro de 2022.
Movimento Grêmio de Todos

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